os mesmos cerrados, mirados, mollhados.
Pensamentos á dentro e na alma, avaria
tentando achar no corpo sinergia
Na memória um museu com os mais belos quadros,
palavras ecoam, passeiam, tudo sem sentido.
apenas uma voz ecoa, tão perto, no ouvido.
Outra folha rasgada, outra lágrima no rosto,
dessa caneta agressiva a muito tempo nao ria.
Frases inacabadas, meros esboços,
nunca foi merecimento de tal poesia.
O silêncio me acompanha e não diz o que fazer,
de tanto recomeçar vejo apenas envelhecer.
As palavras eram fugas e nunca sabedoria,
jurei nada á ninguém, nem sequer heresia.
Medíocridade e belezas beirando a ironia,
balbuciando verdadeira e falsa calmaria
Ilusão a um, sinceridade a outro,
e comigo a poesia, minha eterna heresia.