Nao ha som melhor que o do silencio. Interrompido apenas pelo vento forte, trazendo a sensacao da suavidade do mundo.
Mas tudo isso estando a dois e melhor ainda.
Da vontade de ficar.
E recomecar.
Tijolo por tijolo, como o Castelo.
*Escrito aos pes do castelo de Könnigstein, sul da Alemanha.
25 de abr. de 2008
11 de abr. de 2008
Well, the door is open.
Enfim, aberto às pessoas.
Exatamente 1 mês atrás comecei a escrever nesse blog. Com qual intuito? Nenhum. Apenas para colocar pra fora algumas coisas minhas e passar o tempo. Não o publiquei de cara para amadurecer no início. Faltava muito fermento e eu ainda acho que falta um pouco.
Algumas poucas pessoas sabiam da existência de um blog meu. Dessas, outras pouquíssimas tiveram acesso ao mesmo. Todas essas pessoas nao escolhi a dedo, apenas estiveram na hora certa conversando comigo, porque tive vontade de falar sobre o blog.
Uma coisa eu confesso. Algumas pessoas e situações me motivam a escrever esse blog e até de certa forma, me inspiram. Algumas pessoas estão perto, outras longe. Algumas são Carma, outras Nirvana. Mas a maioria amigos e amigas.
Voltando na palavra "mês", ficarei pelo menos um mêzinho fora, no mínimo. Voarei, e pra longe. Portanto, é capaz que haja longos hiatos de solidão de minha parte. O que garanto é que o Bruxo quer visitar alguns castelos. Se vai conseguir é uma outra história, mas respondendo algumas perguntas pertinentes, não estarei procurando donzelas e princesas em apuros muito menos o elixir da vida eterna.
Não sou de contar coisas desse tipo, como escrevi agora a pouco, mas hoje é um dia diferente, totalmente exceção.
Hasta la vista.
Exatamente 1 mês atrás comecei a escrever nesse blog. Com qual intuito? Nenhum. Apenas para colocar pra fora algumas coisas minhas e passar o tempo. Não o publiquei de cara para amadurecer no início. Faltava muito fermento e eu ainda acho que falta um pouco.
Algumas poucas pessoas sabiam da existência de um blog meu. Dessas, outras pouquíssimas tiveram acesso ao mesmo. Todas essas pessoas nao escolhi a dedo, apenas estiveram na hora certa conversando comigo, porque tive vontade de falar sobre o blog.
Uma coisa eu confesso. Algumas pessoas e situações me motivam a escrever esse blog e até de certa forma, me inspiram. Algumas pessoas estão perto, outras longe. Algumas são Carma, outras Nirvana. Mas a maioria amigos e amigas.
Voltando na palavra "mês", ficarei pelo menos um mêzinho fora, no mínimo. Voarei, e pra longe. Portanto, é capaz que haja longos hiatos de solidão de minha parte. O que garanto é que o Bruxo quer visitar alguns castelos. Se vai conseguir é uma outra história, mas respondendo algumas perguntas pertinentes, não estarei procurando donzelas e princesas em apuros muito menos o elixir da vida eterna.
Não sou de contar coisas desse tipo, como escrevi agora a pouco, mas hoje é um dia diferente, totalmente exceção.
Hasta la vista.
A vida é cíclica.. literalmente!!!
Só uma pessoa considerada doida pra nos esfregar na cara de que somos inertes.
Nietzsche já afirmava que o ser humano necessita viver os seus dias de forma repetitiva, chegando a viver, no presente, dias do passado. Ele chegou a afirmar que a vida do Homem é cíclica, que vivemos diversos ciclos na nossa existência. Algumas pessoas tem "ciclos" maiores, como 10 anos, outras tem "ciclos" menores, como 2 ou 3 anos, mas todos nós temos. O tipo de ciclo de cada pessoa varia de acordo com suas necessidades e características, sejam profissionais, pessoais, amorosas etc.
Resumindo a ópera, sempre temos a necessidade de olhar pra trás, de correr atrás do próprio rabo, de viver no passado, nem que seja para fazer o famoso "me engana que eu gosto" e ficar falando pra si mesmo.. "bons tempos aqueles"...
Aí fica nessa... voltamos ao passado de novo. O mesmo disco, o mesmo filme. A mesma praça, o mesmo banco.
Certas coisas na vida não valem a pena olhar pra trás. A partir do momento que você corta relação com aquele pedaço do passado, você corta o ciclo. Já disse uma vez que a nossa melhor memória são as pessoas ao nosso redor e como afirmou Nietzsche, o ser humano tem a necessidade de viver o passado e no passado constante. É mais cômodo, menos cansativo, menos criativo, mais preguiçoso, menos trabalhoso e o melhor.. menos assustador.
Esse é o erro da maioria das pessoas e foi o meu erro por anos e anos a fio. Tentei mudar o final do filme diversas vezes.
Enjoei.
Destrui o filme e quero assistir um filme novo, nem que seja de terror.
Nietzsche já afirmava que o ser humano necessita viver os seus dias de forma repetitiva, chegando a viver, no presente, dias do passado. Ele chegou a afirmar que a vida do Homem é cíclica, que vivemos diversos ciclos na nossa existência. Algumas pessoas tem "ciclos" maiores, como 10 anos, outras tem "ciclos" menores, como 2 ou 3 anos, mas todos nós temos. O tipo de ciclo de cada pessoa varia de acordo com suas necessidades e características, sejam profissionais, pessoais, amorosas etc.
Resumindo a ópera, sempre temos a necessidade de olhar pra trás, de correr atrás do próprio rabo, de viver no passado, nem que seja para fazer o famoso "me engana que eu gosto" e ficar falando pra si mesmo.. "bons tempos aqueles"...
Aí fica nessa... voltamos ao passado de novo. O mesmo disco, o mesmo filme. A mesma praça, o mesmo banco.
Certas coisas na vida não valem a pena olhar pra trás. A partir do momento que você corta relação com aquele pedaço do passado, você corta o ciclo. Já disse uma vez que a nossa melhor memória são as pessoas ao nosso redor e como afirmou Nietzsche, o ser humano tem a necessidade de viver o passado e no passado constante. É mais cômodo, menos cansativo, menos criativo, mais preguiçoso, menos trabalhoso e o melhor.. menos assustador.
Esse é o erro da maioria das pessoas e foi o meu erro por anos e anos a fio. Tentei mudar o final do filme diversas vezes.
Enjoei.
Destrui o filme e quero assistir um filme novo, nem que seja de terror.
6 de abr. de 2008
Eita chuva que não passa!
Gosto de chuva. Quando chove, dá impressão de que a água carrega todas as coisas ruins do mundo, sejam das pessoas ou da terra, geralmente invisíveis. Fica uma sensação de purificação.
Mas só a sensação. Cada um faz a sua purificação.
Mas quando chove demais as coisas boas começam a ir embora junto, escorrendo e penetrando pelas entranhas da Terra. Dá uma sensação psicológica de perda de esperança, para qualquer assunto do seu interesse.
-----
Não sou de sonhar muito, tanto no sentido bíblico e/ou literal, mas tenho um carma que carrego desde o início dos tempos.
Toda vez que sonho, sejam sonhos bons ou ruins, sejam comigo ou com outras pessoas, os mesmos acontecem. Cedo ou tarde acontecem. Chega a ser inacreditável.
Na última noite de sono tive um sonho tão nítido, tão claro e limpo que acordei cedo e assustado, em pleno Domingo. Mas não acordei assustado de medo. Acordei assustado com a possibilidade disso acontecer, porque foi um sonho ótimo.
Não irei cobrar o tempo para que o mesmo aconteça, muito menos xingar Ele, que deve estar ocupadíssimo com pessoas que precisam muito mais Dele do que eu. Como tudo na nossa miserável existência, a melhor forma é deixar acontecer naturalmente, deixar a água rolar pela ponte da vida.
Deixar a água rolar, como a água da chuva.
Gosto de chuva. Quando chove, dá impressão de que a água carrega todas as coisas ruins do mundo, sejam das pessoas ou da terra, geralmente invisíveis. Fica uma sensação de purificação.
Mas só a sensação. Cada um faz a sua purificação.
Mas quando chove demais as coisas boas começam a ir embora junto, escorrendo e penetrando pelas entranhas da Terra. Dá uma sensação psicológica de perda de esperança, para qualquer assunto do seu interesse.
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Não sou de sonhar muito, tanto no sentido bíblico e/ou literal, mas tenho um carma que carrego desde o início dos tempos.
Toda vez que sonho, sejam sonhos bons ou ruins, sejam comigo ou com outras pessoas, os mesmos acontecem. Cedo ou tarde acontecem. Chega a ser inacreditável.
Na última noite de sono tive um sonho tão nítido, tão claro e limpo que acordei cedo e assustado, em pleno Domingo. Mas não acordei assustado de medo. Acordei assustado com a possibilidade disso acontecer, porque foi um sonho ótimo.
Não irei cobrar o tempo para que o mesmo aconteça, muito menos xingar Ele, que deve estar ocupadíssimo com pessoas que precisam muito mais Dele do que eu. Como tudo na nossa miserável existência, a melhor forma é deixar acontecer naturalmente, deixar a água rolar pela ponte da vida.
Deixar a água rolar, como a água da chuva.
4 de abr. de 2008
Com o tempo,
você repara em pequenos detalhes pessoais,
e vê sutis diferenças.
Com o tempo,
o gosto do café não é o mesmo,
as palavras não são mais sentidas.
O toque do vento corta tua pele ao invés de acaricia-la,
como sempre foi.
Com o tempo,
você repara que grandes problemas tornaram-se pequenos,
e pequenos problemas se tornaram grandes.
Que a dor da espada no peito de hoje nada compara-se,
aquela pequena alfinetada dentro de você, como antigamente.
Com o tempo,
as viagens, por mais exóticas que sejam,
nem de perto são comparadas feitas com a melhor das companhias.
E compreende nas pessoas ao seu redor, hoje,
o melhor álbum do seu passado.
Com o tempo,
repara-se no mesmo de forma ímpar, distinta,
praticamente enjaulado nas paredes do passado,
sendo confundido com a percepção do futuro,
e perde-se no presente, no tempo.
você repara em pequenos detalhes pessoais,
e vê sutis diferenças.
Com o tempo,
o gosto do café não é o mesmo,
as palavras não são mais sentidas.
O toque do vento corta tua pele ao invés de acaricia-la,
como sempre foi.
Com o tempo,
você repara que grandes problemas tornaram-se pequenos,
e pequenos problemas se tornaram grandes.
Que a dor da espada no peito de hoje nada compara-se,
aquela pequena alfinetada dentro de você, como antigamente.
Com o tempo,
as viagens, por mais exóticas que sejam,
nem de perto são comparadas feitas com a melhor das companhias.
E compreende nas pessoas ao seu redor, hoje,
o melhor álbum do seu passado.
Com o tempo,
repara-se no mesmo de forma ímpar, distinta,
praticamente enjaulado nas paredes do passado,
sendo confundido com a percepção do futuro,
e perde-se no presente, no tempo.
31 de mar. de 2008
Não te tenho
Passam-se em minha mente filmes que nunca vi.
nos meus ouvidos ouço a voz dessa pessoa que mal conheço,
e persiste.
Tento ouvir o que me falam,
mas apenas ouço um sussurro,
o doce sussurro de uma pessoa que está tão longe,
distante,
mas presente.
Na minha alma calejada,
de alegrias a tristezas,
sinto o imenso vazio se dissipar,
segurando com entranhas nas paredes do meu ser.
Sinto seu leve e doce toque no meu rosto,
o sabor do carinho e cumplicidade,
de um ser que não existe, apenas na minha mente,
e também na minha alma.
Tua presença é constante,
tuas palavras, persistem.
Me perseguem,
me alcançam.
Tento fugir, mas não consigo.
Penso em escapar, mas não quero.
Quero te ter...
E não tenho.
Te imagino,
te desejo,
mas no fundo,
bem lá no fundo,
não te tenho.
nos meus ouvidos ouço a voz dessa pessoa que mal conheço,
e persiste.
Tento ouvir o que me falam,
mas apenas ouço um sussurro,
o doce sussurro de uma pessoa que está tão longe,
distante,
mas presente.
Na minha alma calejada,
de alegrias a tristezas,
sinto o imenso vazio se dissipar,
segurando com entranhas nas paredes do meu ser.
Sinto seu leve e doce toque no meu rosto,
o sabor do carinho e cumplicidade,
de um ser que não existe, apenas na minha mente,
e também na minha alma.
Tua presença é constante,
tuas palavras, persistem.
Me perseguem,
me alcançam.
Tento fugir, mas não consigo.
Penso em escapar, mas não quero.
Quero te ter...
E não tenho.
Te imagino,
te desejo,
mas no fundo,
bem lá no fundo,
não te tenho.
27 de mar. de 2008
Sugiro não tentarem interpretar esses versos, apenas senti-los:
"Não se podem contar as Luas que brilham em seus telhados,
Nem os mil Sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros."
Retirei esses versos da página 345 do livro A Cidade do Sol do escritor afegão Khaled Hosseini. O título original é A Thousand Splendid Suns.
O livro é fascinante e seria mediocridade minha fazer uma crítica do mesmo. Nem preciso comentar que recomendo a leitura desse livro.
"Não se podem contar as Luas que brilham em seus telhados,
Nem os mil Sóis esplêndidos que se escondem por trás de seus muros."
Retirei esses versos da página 345 do livro A Cidade do Sol do escritor afegão Khaled Hosseini. O título original é A Thousand Splendid Suns.
O livro é fascinante e seria mediocridade minha fazer uma crítica do mesmo. Nem preciso comentar que recomendo a leitura desse livro.
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